segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para que estudar?

Harry Gold sempre fora um garoto ansioso pelos estudos. Cresceu pobre e quando concluiu o segundo grau, arranjou um emprego. A sua renda era indispensável para a família e seu sonho precisou esperar.
Veio a guerra e ele foi parar no exército. Quando voltou, retornou ao trabalho. Eram tempos difíceis. Ele arranjou um emprego como vendedor-motorista.
Como muitos dos seus clientes tinham ficado com refrigerantes encalhados em suas lojas, durante a guerra, não desejavam nada além de devolver as garrafas vazias e encerrar tudo.
Mas Harry começou a negociar. Que tal eu lhe trazer os seis dólares que lhe devemos pela devolução das garrafas vazias em refrigerante? Não vai lhe custar nada e a nós dois dará a oportunidade de ganhar algum dinheiro.
Foi assim que ele começou a conquistar postos mais altos na empresa. Supervisor. Gerente de filial, Gerente de vendas.
Então surgiram os sintomas de uma doença rara e progressiva, que causa danos às terminações nervosas. Colocou aparelho nas pernas, passou a usar bengala, sem lamentações.
Em 1993, ele finalmente conseguiu realizar seu grande sonho. Ir para a faculdade. Era um homem maduro. Poderia ser avô daqueles garotos.
Quando chegou para a primeira aula, olhou aqueles jovens de vinte e poucos anos e se perguntou o que estava fazendo ali.
Sentia-se deslocado, escrevia de forma irregular por causa dos dedos enrijecidos.
Certo dia, um dos colegas de turma se dirigiu a ele e lhe perguntou:
Por que está fazendo isso? O restante de nós, como você sabe, precisa estar aqui para conseguir um bom emprego.
Foi o bastante para trazer o lutador de sempre de volta à vida.
Veja só, eu fiz o contrário. Primeiro precisei conseguir um emprego e depois levei cinquenta anos para chegar aqui.
Colocou a mão no ombro do rapaz e acrescentou de forma amiga:
Descobri que aprender não é apenas uma questão de conseguir um bom emprego.
Ele se tornou um tesouro para a turma. Ali, na primeira fila, sentava-se uma pessoa que se lembrava dos tempos da Depressão nos Estados Unidos, que lutara na Segunda Guerra Mundial e que vivera os anos da Guerra Fria. Quando ele falava, era possível sentir o peso das suas experiências.

* * *
Harry Gold concluiu a sua graduação.
Na festa de formatura, quando lhe perguntaram o que iria fazer em seguida, ele respondeu que estava se matriculando em Mestrado.
E, porque alguém brincasse, perguntando se depois ele faria um Doutorado, ele respondeu sorrindo: Claro.
A Universidade lhe deu uma bolsa de estudos para o Mestrado. Tudo porque todos aprenderam com Harry Gold que não há idade para aprender e nem obstáculos que não possam ser superados.
Para estudar e crescer não importa idade ou condição física. O importante é querer estudar.


Redação do Momento Espírita, com base no artigo O último calouro, da revista Seleções Reader's Digest, de março de 2000.
Em 08.07.2011.

Música celeste

Por um momento, imagine a grandeza do Cosmos.

        Estimam os cientistas que, há quase 14 bilhões de anos, houve uma explosão de luz e nasceu o nosso Universo.

        A ciência chama a isso de Big Bang. Para os espiritualistas, ali está a presença de Deus, criando todas as coisas, pronunciando as doces palavras: Que se faça a luz!

        E a luz se fez: bilhões e bilhões de sóis passeiam, solenes, na sinfonia dos mundos.

        Em torno desses sóis, trilhões de planetas, satélites e asteróides executam a dança silenciosa das harmonias celestes.

        Giram planetas sobre si mesmos. Giram em torno de sóis. Giram os sóis e seu cortejo acompanhando o caminhar das galáxias. Ritmo e graça em toda parte.

        Aqui e ali, um cometa – asteróide obscuro – se aproxima de uma estrela. E de repente é invadido pela luz.

        Eis que se acende inteiro, como um fósforo cósmico. Então se vai, arrastando sua cauda de poeira e gás, a semear a vida pelos mundos.

        Mas, em um desses trilhões de planetas, sob a luz amarela de um sol, os moradores de um certo planeta - a Terra - se orgulham de ser maiores que os demais.

        Vista do espaço, a Terra é um pequeno grão de areia, lindo, que passeia seu azul pelo espaço infinito.

        Mas seus habitantes são como crianças: brigando sempre, acreditando-se senhores da vida, donos dos céus.

        Ah, se pudéssemos nos ver no conjunto do Universo, minúscula gota no grande oceano da Criação!

        Certamente seríamos mais humildes. Não daríamos tanta importância aos pequenos problemas do dia a dia.

        Talvez fosse mais fácil perdoar, esquecer, apagar as mágoas.

        Se víssemos nosso Mundo como translúcida bolha de sabão que flutua em meio ao pontilhado das estrelas, quem sabe aprenderíamos a reverenciar mais a obra Divina.

* * *
        Estenda os seus olhos para o espaço. Nas luzes azuis que piscam a milhares de anos-luz, veja a assinatura do Grande Criador de todas as coisas.

        Deus, nome Divino que enche de luz e de música as nossas existências pálidas.

        Deus, quanta grandeza em Ti, sublime Pai de todas as coisas.

        Deus, ao Teu sopro de vida, nascemos como Espíritos. Cumprindo Tuas leis, mergulhamos no corpo tantas vezes e construímos uma trajetória em que as experiências se somam e nos enriquecem de sabedoria.

        Senhor, eis-nos aqui. Somos Tuas crianças, que dirigem para Ti olhos confiantes. Se ainda somos tolos, se ainda somos frágeis, ensina-nos a ser fortes e sábios.

        Inspira-nos ainda uma vez a lição da fraternidade universal. Para que o amor faça morada em nós.

        Inspira-nos para que a alegria nos contagie a alma. Para que a paz se asile em nossa casa mental.

        Para que sejamos dignos de ser chamados filhos Teus.
* * *
        Os mundos são estâncias do Reino de Deus, esperando por nós, viandantes em marcha para a perfeição.

        Como os países, cidades e aldeias de um mesmo continente, os mundos dos espaços siderais são variadas escolas de progresso tecnológico, intelectual e moral.

        Moradas da Casa do Pai no imenso Universo que ainda nos cabe descobrir, explorar, admirar.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.
Em 19.05.2008.

A música e o coração

A música e o coração têm mistérios que entre si se relacionam.
É por isso que a uns agrada mais esta ou aquela melodia.
Tal sinfonia faz vibrar os sentimentos de determinada pessoa, enquanto que a outra pouco agrada, ou, mesmo, aborrece.
Cada indivíduo, segundo as condições especialíssimas do seu estado psíquico, fica mais ou menos em consonância com determinada harmonia de uma música.
Há afinações, na harmonia dos sentimentos, que correspondem às afinações na harmonia dos sons.
A música e o coração são confidentes que muito bem se entendem.
Pela predileção das melodias pode-se descobrir perfeitamente, entre as pessoas, as que se acham irmanadas pelos sentimentos.
As cordas da lira e do coração afinam-se num diapasão comum.
Há mistérios entre a harmonia que regula o equilíbrio das notas e aquela que preside ao equilíbrio do nosso "Eu".
Considerando tudo isso, é preciso admitir que a música é um excelente recurso pedagógico.
As canções de boa qualidade despertam na criança o gosto pela arte, pelo belo, pelo bem, porque desenvolve a sensibilidade.
Além disso, a música auxilia no aprendizado porque favorece a fixação de conteúdos.
Como podemos perceber, a influência da música é muito forte sobre a alma da criança.
O coração da criança é como a harpa, que vibra ao mais sutil dos toques.
Pode expressar-se doce e suave como o perfume da violeta, ou rugir como a tempestade...
Explodir como o raio, ou lamentar-se como a brisa...
Pode ser precipitada como as cascatas, ou calma como um lago... Murmurar como um regato ou roncar como uma torrente...
Pode ter a aridez do deserto, ou o aconchego de um oásis...
Ser triste e melancólica como o outono, ou jovem e alegre como a primavera... Desordenada como a paixão, ou límpida como o amor...
E quando essa harpa é dedilhada com sabedoria e ternura produz a mais bela e vibrante canção de esperança...
É por essa razão que a música é a arte que vai mais direta ao coração...
Pense nisso!
A harmonia, a ciência e a virtude são as três concepções do espírito; a primeira o extasia, a segunda o esclarece, a terceira o eleva.
Possuídas em suas plenitudes, elas se confundem e constituem a pureza.
O compositor que concebe a harmonia e a traduz na grosseira linguagem chamada música, concretiza a idéia, escreve-a.
Se o compositor é terra-a-terra, como representará a virtude que ele desdenha, o belo que ignora e o grande que não compreende?
Suas composições serão o reflexo de seus gostos sensuais, de sua leviandade, de sua indiferença.
Elas serão ora licenciosas e ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas; comunicarão aos ouvintes sentimentos que pervertem ao invés de engrandecer.
Já a alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu a harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais blindadas e comovê-las.
Pensemos nisso!
TC 19/10/2006
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na mensagem intitulada A música e o coração, do livro Nas pegadas do Mestre, e em mensagens do Espírito Rossini, publicada na Revista Espírita de março1869 e de Lamennais, Revista Espírita de maio de 1861.

Música de amor

Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade. Seu pai não lhe legou dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria dos aspectos criativos da vida.
Lester amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele cortava lenha.
Os anos da depressão americana puseram fim aos estudos na faculdade e à sua carreira musical.
Aos 30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família.
O interesse de Lester pela música nunca cessou. Sempre que podia, ele ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. No entanto, ele não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos.
Com muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele nem podia pensar em adquirir um piano.
Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa.
Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo para escrever para sua querida Frances.
Sentia saudades dela e do homenzinho, forma como se referia ao seu filho recém-nascido que morava na pequena mansão, um título pomposo dado à sua casa modesta.
Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e relida por Frances, que todos os dias aguardava, ansiosa, a chegada da próxima carta.
Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem família, e Frances trabalhava meio período como enfermeira para complementar o orçamento.
A economia era a nota constante. Ela comprava somente o suficiente para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção continuamente para o seu marido.
A guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver. No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares na pequena mansão.
Uma grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor. Frances guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua pequena família.
Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um presente que alimentaria a alma do seu amado.
Renunciando ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de comprar um piano para ele. Na verdade era uma espineta, um antigo instrumento de cordas semelhante ao cravo.
Mas para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo. Ele era o saldo da renúncia máxima de uma mulher.
O piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente. Seus netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a sensação de que trazem de volta à vida a história da família.
É como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó e músicas alegres para dançar.
Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um pelo outro, pelos filhos e pelos netos.
Eles partiram para a Espiritualidade mas legaram aos seus amores uma lição imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a vida física.
*   *   *
São necessárias duas pessoas para haver aconchego.
Mantenha sempre uma expressão agradável no rosto. Ele é o espelho onde seu amado deve se refletir.
Cantar atrai mais afeição do que gritar.
Finalmente, pense: quando você tem amor no coração qualquer pessoa ao seu redor encontra alegria em sua presença.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Música de amor, de Corrie Franz Cowart e do cap. Lições de vida aprendidas com um casal de periquitos de Vickie Lynne Agee, da obra Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press.
Em 30.05.2011.

A benéfica influência da música

No mês de março de 2008, a revista científica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, com pacientes que sofreram derrame cerebral.
Sessenta voluntários participaram da pesquisa, divididos em três grupos.
O primeiro, formado por pacientes que foram expostos à audição musical, por duas horas diárias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-áudio.
O terceiro grupo não ficou exposto a nenhum tipo de estímulo auditivo.
Após três meses, os cientistas observaram que a memória verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos.
A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram música, durante a recuperação, revelaram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas.
Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposição à música durante o período de recuperação estimula a atividade cognitiva e as áreas do cérebro afetadas pelo derrame. Além de ajudar a prevenir a depressão nos pacientes.
A notícia é alvissareira e demonstra que, a cada dia, o homem avança no conhecimento, ampliando seus conceitos.
Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recuperação do cérebro humano?
Os que acreditam no Espírito, os artistas, os estetas, mais de uma vez sentiram o êxtase ao ouvirem determinadas peças musicais e falaram de suas propriedades.
A respeito da ação da música, em março de 1869, o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec estampou, em sua Revista Espírita, uma página mediúnica, assinada pelo consagrado Rossini.
O compositor italiano Gioachino Antonio Rossini, autor de música sacra, de música de câmara e de 39 óperas, dentre elas as célebres O barbeiro de Sevilha e Cinderela, escreveu:
A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo.
A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa.
Tal sentimento existe num certo grau, mas se desenvolve sob a ação de um sentimento similar mais elevado.
A música exerce uma influência feliz sobre a alma. E a alma, que concebe a música, também exerce sua influência sobre a música.
A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las.
Por fim, diz o compositor que moralizando os homens, o Espiritismo exercerá grande influência sobre a música.
Produzirá mais compositores virtuosos, que comunicarão suas virtudes, fazendo ouvir suas composições.

*   *   *

Utilizemos a música em nossa vida. A música que emociona, que eleva.
Não há necessidade de se ouvir somente música erudita, clássica.
Há tantos compositores populares, de tantos países, com músicas belíssimas, que encantam e extasiam os que as escutam.
Busquemo-las e deixemos que nossa alma cresça, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.
Redação do Momento Espírita, com base em notícia colhida no Boletim SEI nº 2121
e do artigo Dissertações espíritas, da Revista Espírita, março de 1869, ed. Feb.
Em 10.03.2009.

domingo, 25 de setembro de 2011

Escolas ou presídios?

A história daquele jovem de 18 anos, não é diferente das histórias de muitos jovens pobres dessa idade, em nosso país e nos demais países subdesenvolvidos.
Ele estava ali, contra o muro, ao lado do carro roubado, em frente às câmeras e ao repórter que fazia a matéria para levar ao ar num desses programas de TV que exploram as misérias humanas.
O jovem estava vestido com visível pobreza. Camiseta, bermuda e “chinelo de dedo”.
Em pé, com as costas no muro, ele apertava as pálpebras para evitar que as lágrimas caíssem, mas elas brotavam, teimosas, e rolavam pelo seu rosto amedrontado, apavorado, indefeso.
Ele não havia roubado o carro, era apenas o entregador.
Perseguido pela polícia, na curva de um viaduto ele perdeu a direção do veículo e se chocou contra a murada.
Agora estava ali, com as mãos algemadas e rodeado por policiais e pelos repórteres.
O outro garoto que estava com ele no carro no momento do acidente não era focalizado, já que era menor de idade.
O repórter, que sabia parte da história, perguntou ao jovem, desejando saber mais sobre o assunto: “Sabemos que você não roubou esse veículo, mas poderia dizer para onde iria levá-lo?”
E a resposta do jovem: “Nóis não sabe. Nóis tava levando o carro e alguém ia informá pra nóis o que era pra fazê.”
Não havia dúvida...
Estava ali a prova da nossa falência, como sociedade, dita civilizada.
Todos nós, brasileiros, somos responsáveis pelo que aconteceu com aquele jovem e com os demais jovens e crianças do nosso país.
Sim, ele, como os demais, é um dos filhos da nossa pátria, e, portanto, responsabilidade nossa.
Quando não se constroem escolas, é preciso construir presídios para segregar os delinqüentes, que não tiveram acesso às letras.
Sem dúvida que o acesso à escola não é garantia de honestidade, e disso temos provas diariamente.
No entanto, a falta de escola tem sido a grande responsável pela delinqüência de nossas crianças, adolescentes e jovens.
E esse era o caso daquele garoto, que ainda trazia no rosto o semblante da inocência, da fragilidade, da insegurança, do abandono social.
Não havia dúvida de que era fruto da miséria, filho de pais que também não tiveram acesso à escola, ou talvez nem tivesse pais.
Pelas necessidades que portava, foi usado por alguma quadrilha de ladrões de carros.
Para ganhar alguns trocados e sobreviver, arriscava a própria vida.
Talvez você esteja se perguntando: “E o que eu tenho a ver com isso? Isso é problema dos governantes.”
Mas a própria consciência lhe pergunta: “E se fosse seu filho, seu irmão, seu neto, seu sobrinho?”
É preciso, não há dúvida, socorrer a infância, construir escolas, criar condições de acesso das crianças ao estudo, à alimentação, à moradia, à segurança.
Ou, então, não restará outra opção a não ser construir presídios e mais presídios...
E vale considerar que os custos de manutenção de um detento, em nosso país, é muito, mas muito maior do que os custos de um aluno na escola.
Além disso, o cárcere tem outros tantos prejuízos para o indivíduo e para a sociedade, que não deixa dúvida que a escola é a melhor e mais barata das alternativas.
E a decisão, como sempre, é nossa.
Pensemos nisso!

TC 08/09/2006
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita com base em fatos reais.

A escola adequada

Consoante os ensinamentos dos Espíritos, a Terra passa por um período muito significativo.
Trata-se do ápice de um estado evolutivo e do princípio de outro.
Cuida-se, na conformidade dos ditos populares, do fim dos tempos.
Mas é apenas do fim dos tempos de angústia que se fala.
A vida no planeta não vai cessar e nem a Humanidade se extinguirá.
Vive-se a transição da fase de provas e expiações para a de regeneração e paz.
Em decorrência dessa transição, muitos fenômenos angustiantes chamam a atenção.
São terremotos, tsunamis, enchentes, desmoronamentos e tragédias as mais diversas.
Mas, de outro lado, dão-se ocorrências não menos interessantes.
São os espetáculos da solidariedade, quando incontáveis mãos se movimentam para socorrer quem sofre.
Regimes totalitários são postos em xeque por ideais e movimentos democráticos.
A evolução informática e a troca de dados tornam mais difícil a criminalidade anônima e impune.
São tempos novos esses.
Neles, os valores são colocados em teste.
É necessário definir-se.
Ou se decide viver de forma digna e fraterna ou se busca levar vantagem com a instabilidade temporária.
Ocorre que nessa definição de rumos cada um está a traçar o seu destino.
Porque na Terra em breve devem cessar os espetáculos da dor mais atroz.
O ambiente planetário se tornará regenerador e pacífico.
Os mundos funcionam como escolas nas quais os Espíritos são matriculados pela Divindade.
Eles oscilam grandemente em suas características.
Alguns se assemelham a hospitais e a penitenciárias.
Neles encarnam os doentes da alma, portadores de incontáveis vícios.
Orgulhosos, cruéis, preguiçosos e espertos compõem a maioria dos habitantes.
Evidentemente, há os que têm sucesso em suas lutas íntimas e não se acomodam a esse quadro.
Embora com dificuldade, seu viver é digno.
Também há os missionários do amor Divino, que ali estão na qualidade de professores do bem infinito.
Mas existem os mundos destinados à tranquila maturação das virtudes.
Ser eleito para a paz ou para os duros embates depende da própria realidade íntima.
Neste momento, cada homem define o seu futuro.
Na Terra, só devem continuar a renascer os dispostos ao trabalho e à vivência do bem.
Quem gosta de levar vantagem e fica indiferente ante a dor alheia nela não encontrará mais recursos evolutivos. Pois sensibilidades embotadas necessitam ser trabalhadas por grandes dores.
O ser endurecido precisará renascer em mundos mais primitivos, para ter as lições adequadas ao seu caráter.
Convém refletir sobre essa transformação do planeta e definir o próprio futuro.


Redação do Momento Espírita.


Em 16.08.2011.